Muitas empresas começam a importar acreditando que o custo da operação se resume ao valor do produto e ao frete internacional. No entanto, na prática, diversos custos escondidos na importação surgem ao longo do processo e reduzem, às vezes drasticamente, a margem de lucro.
Além disso, esses gastos extras quase sempre aparecem quando a carga já está em trânsito ou chegou ao Brasil. Como resultado, o importador perde poder de decisão e acaba pagando mais caro. Por isso, entender esses custos com antecedência é o que separa uma operação lucrativa de um prejuízo inesperado.
A seguir, veja quais são os principais fatores que encarecem sua importação — e como você pode se proteger.
1. Taxas portuárias e aeroportuárias
Assim que a mercadoria chega ao Brasil, os terminais começam a cobrar despesas operacionais. Ou seja, mesmo antes do desembaraço, os custos já aumentam.
Entre as principais taxas, destacam-se:
- Armazenagem
- Capatazia (movimentação da carga)
- THC (Terminal Handling Charge)
- Taxas administrativas do terminal
Esses valores variam conforme o porto ou aeroporto. Além disso, quanto mais tempo a carga permanece parada, maior será o valor total pago. Portanto, atrasos impactam diretamente o seu bolso.
2. Armazenagem além do prazo
Inicialmente, o terminal oferece um período com custo reduzido. Contudo, se a carga não for liberada rapidamente, o valor da armazenagem aumenta de forma progressiva.
Em outras palavras, cada dia extra custa mais caro que o anterior.
Isso acontece, principalmente, quando:
- A documentação apresenta erros
- A carga é direcionada ao canal vermelho
- Órgãos anuentes fazem exigências adicionais
- Dessa forma, um pequeno erro pode se transformar em uma despesa relevante.
3. Demurrage de contêiner
A demurrage está entre os custos mais temidos pelos importadores. Ela ocorre quando a empresa não devolve o contêiner do armador dentro do prazo acordado.
Como consequência, o armador cobra uma multa diária, geralmente em dólar. Além disso, o valor costuma aumentar progressivamente. Portanto, quanto maior o atraso, maior o prejuízo.
4. Erros na documentação
Muitos importadores subestimam a importância da conferência documental. No entanto, erros simples geram custos elevados e atrasos significativos.
Por exemplo:
- Descrição incorreta da mercadoria
- Classificação fiscal (NCM) errada
- Divergência de valores na invoice
- Ausência de licenças obrigatórias
Quando isso acontece, a Receita pode reter a carga. Consequentemente, a empresa paga mais armazenagem, honorários extras e, em alguns casos, multas.
5. Variação cambial
O câmbio influencia praticamente todas as etapas da importação. Muitas empresas fecham o pedido com uma cotação e, depois, pagam despesas locais com a moeda mais cara.
Além do pagamento ao fornecedor, o câmbio afeta:
- Frete internacional
- Seguro
- Demurrage
- Taxas de agentes no exterior
Sem planejamento cambial, o custo final foge do orçamento. Por isso, acompanhar a variação da moeda é essencial para proteger a margem.
6. Custos com órgãos anuentes
Dependendo do produto, a carga precisa de aprovação de órgãos como Anvisa, Mapa, Inmetro ou Exército. Nesses casos, o processo exige atenção redobrada.
Além das taxas oficiais, podem surgir:
- Custos com inspeções
- Adequações técnicas
- Ajustes de rotulagem
- Exigências documentais extras
Consequentemente, a liberação demora mais e os custos logísticos aumentam.
7. Multas e penalidades aduaneiras
Quando a empresa declara informações incorretas, a Receita Federal aplica penalidades. Entre os principais motivos estão:
- Classificação fiscal incorreta
- Subfaturamento
- Informações incompletas
Além da multa financeira, a empresa pode enfrentar fiscalizações mais rigorosas nas próximas operações. Ou seja, o problema não termina naquela carga.
8. Custos operacionais internos
Por fim, muitas empresas analisam apenas os custos externos e esquecem os gastos internos. Entretanto, esses valores também fazem parte do custo real da importação. Inclua na conta:
- Tempo da equipe
- Honorários do despachante
- Custos bancários internacionais
- Tarifas de câmbio
- Taxas de liberação documental
Embora pareçam pequenos separadamente, juntos eles impactam diretamente o preço final do produto.
Como evitar que esses custos prejudiquem sua importação
Felizmente, você pode reduzir grande parte desses custos com planejamento e controle. Para isso:
- Classifique corretamente a NCM antes de importar
- Revise todos os documentos antes do embarque
- Trabalhe com fornecedores experientes
- Acompanhe prazos de armazenagem e devolução de contêiner
- Faça simulações completas de custo
- Conte com apoio especializado em comércio exterior
Assim, sua empresa ganha previsibilidade e evita surpresas desagradáveis.
Conclusão
Os custos escondidos na importação comprometem a lucratividade de muitas empresas. No entanto, quando você identifica esses riscos com antecedência e planeja cada etapa, sua importação se torna mais segura, previsível e rentável.
A diferença entre lucro e prejuízo, portanto, está nos detalhes que muitos ignoram.
É exatamente nesse ponto que a assessoria certa muda o jogo. A Innovare Comex analisa sua operação de ponta a ponta, identifica gargalos, reduz custos desnecessários e ajuda sua empresa a importar com mais estratégia e menos riscos. Entre em contato conosco agora!
Fonte
https://www.columbiatrading.com.br/custos-ocultos-na-importacao
https://opexinternational.com.br/blog/custo-invisivel-da-importacao-planilha-lucro/